Perdoem-me,
mas não deixarei de ser sentimentalóide. Não que eu não almeje, no entanto
ainda sou cafona em demasia para modificar-me por completo.
Perder
isso de mim é como sacrificar minha essência, o ar, a vida.
Certamente
isso pode soar meio idiota, exagerado ou esdrúxulo, entretanto são
características minhas e, por mais que eu venha me moldando, a velha rabugenta "eu" ainda domina a maior parte de mim, mesmo lutando fortemente contra ela.
Sim,
já não adolesço como outrora e foram inúmeras as primaveras que passei, mas me
recuso a desacreditar no amor e no ser humano. Recuso-me a ser tão velha a
ponto de desistir da vida, do romance e da felicidade momentânea.
Recuso-me
a me moldar de acordo com os anseios de uma maioria que não sabe o que quer e
só faz apontar defeitos. Recuso-me a viver sem risos, micos e besteiras.
Recuso-me a viver entediada sempre e abdico qualquer sentimento cuja intenção
seja apenas me deixar infeliz.
Recuso-me a aceitar e recusar tudo indiscriminadamente, e, pra falar a
verdade, recuso-me a pedir perdão pelo que sou.
Recuso-me a viver entediada sempre e abdico qualquer sentimento cuja intenção seja apenas me deixar infeliz.
Recuso-me a aceitar e recusar tudo indiscriminadamente, e, pra falar a verdade, recuso-me a pedir perdão pelo que sou.